Capitulo 3
Rafael demora alguns segundos até perceber o que aconteceu. Só a luz da lua fornecia alguma orientação ao rapaz assustado. Levanta-se e dirige-se para o hall de entrada. Aí, abre o quadro eléctrico para tentar trazer a electricidade de volta. Enquanto o explorava, de súbito, algo embate fortemente do lado de fora da porta e Rafael afasta-se num pulo. Lentamente, aproxima-se de novo do quadro. Tenta tudo, experimenta todos os interruptores, mas nada parece funcionar. O rapaz começa a entrar em pânico e tenta telefonar aos pais, mas o seu telemóvel acaba de ficar sem bateria. Procura a sala de estar em busca do telemóvel de casa. Em tempos, Rafael não viu qualquer utilidade neste telemóvel, pois para quê substituir o telefone de casa por um telemóvel? Agarra no aparelho e tenta telefonar aos seus pais, mas antes de estabelecer a chamada, ele ouve a porta de entrada a abrir e paralisa. O medo era tanto que não se conseguia mexer e o seu folgo tornou-se bastante ruidoso aos seus ouvidos. Luta para se mexer, esconde-se atrás do sofá e coloca o telemóvel em silêncio. A porta fecha-se e Rafael ouve passos secos dentro de casa. Tem medo de fazer qualquer ruído e por isso não telefona a ninguém. O intruso continua a explorar a casa e o telefone começa a vibrar. Entretanto, ouve-se a porta a abrir de novo e depois a fechar. Parece que o intruso saiu de casa. Ainda desconfiado, Rafael levanta-se lentamente, espreita a sala. Não está ninguém. Tenta atender a chamada, mas já foi tarde.
-Bom dia, está a ligar para a família Nóbrega…e se não sabe quem é a família Nóbrega…provavelmente não deveria estar a ligar! – Reproduzia o atendedor de chamadas. A mãe de Rafael gravou esta mensagem no dia em que mudaram de casa.
Rafael dirigiu-se para o atendedor.
-Está tudo bem? Tentei telefonar-te mas o teu telemóvel está sem bateria… De qualquer das maneiras, se estiveres a ouvir isto, então sabes que estou a caminho! – Dizia Raquel.
O rapaz tenta agora telefonar aos pais. Marca o número, inicia a chamada e leva o telemóvel ao ouvido. Ouve o primeiro “beep”…ouve o segundo…e é interrompido no terceiro pois sofre uma pancada na cabeça que o deixa inconsciente. O telefone cai juntamente com Rafael. A chamada ainda se mantém, mas ninguém atende…
Sem comentários:
Enviar um comentário